quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Trajetória de 04 fases - fase 02 e 03 do movimento divisionista Sul-Mato-Grossense

Segunda fase (1930-1945) - o movimento começa a organizar-se; as lutas armadas são substituída por pressões políticas junto ao Governo Federal. Em 1932, os sul-mato-grossense aliam-se aos paulistas e lutam na Revolução Constitucionalista. Neste confronto armado os divisionistas e constitucionalistas são derrotados, e o novo Estado desaparece. Essa resolução serviu para divulgar a ideia divisionista e Campo Grande torna-se o centro político de difusão do movimento. Em 1934, o Congresso Nacional elabora uma nova Constituição. Jovens estudantes fundam a Liga Sul-Mato-Grossense que desencadeia a campanha divisionista no sul de Mato Grosso, coletando Treze Mil assinaturas, com as quais visava sensibilizar os Constituintes para que eles aprovassem a divisão do Estado de Mato Grosso. Os divisionistas são derrotados, e Getúlio Vargas adota a política nacionalista "Marcha para o Oeste", a qual visava a segurança das fronteiras. Para isso mandou instalar novas unidades militares no Sul de Mato Grosso.
Em 1943, Getúlio Vargas cria o Território de Ponta Porã que não atendeu aos interesses divisionistas, não satisfez a política da Companhia Matte Laranjeira e não agradou ao governo estadual. A política de Getúlio Vargas foi um dos grandes obstáculos aos objetivos divisionistas.

Estado de Maracajú - sede do Governo em Campo Grande
Estado de Maracajú - sede do Governo em Campo Grande


Território de Ponta Porã
Território de Ponta Porã


Terceira Fase (1945-1964) - O novo Presidente da República é o General Eurico Gaspar Dutra, mato-grossense de Cuiabá, adotou uma política de redemocratização. Em 1946 o governo federal extingue o Território de Ponta Porã reintegrando a região ao Estado de Mato Grosso.Nesse período as iniciativas divisionistas são frustradas e a Companhia Matte Laranjeira mostra desinteresse em reflorestas os ervais.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Trajetória de 04 fases - fase 01 do movimento divisionista Sul-Mato-Grossense


O mês de Outubro é muito significativo para nosso estado, pois é o mês onde conquistamos a nossa independência, e viramos um estado de fato e de direito, antes éramos apenas a Capital econômica do estado vizinho.
Vamos começar hoje colocar fatos que marcaram a nossa trajetória até o dia 11 de outubro de 1977.

Movimento divisionista Sul-Mato-Grossense dividido em 04 fases

A resistência sul-mato-grossense é uma das peculiaridades que entremeiam a história de Mato Grosso do Sul. O movimento divisionista tem sua origem nos fins do século XIX, 1889, quando alguns políticos corumbaenses divulgam um manifesto. A sistematização da pecuária, o desenvolvimento sócio-econômico das vilas e cidades, a exploração da erva-mate pela Companhia Matte Laranjeira e a ligação entro o Sul de Mato Grosso e São Paulo, marcaram a origem do movimento divisionista que foi dividido em quatro grandes fases:

Primeira fase (1889-1930) - há formação das oligarquias sul-mato-grossense que lutam pelo reconhecimento da posse da terra. É nessas lutas, que se manifesta à ideia divisionista. As oligarquias sulinas, nas lutas políticas, uniram-se às oligarquias de Cuiabá e através dessa aliança fizeram oposição armada ao governo estadual e a Matte Laranjeira. Percebe-se, neste período, que era a elite, formada pelos fazendeiros que defendiam a ideia divisionista. A partir de 1920, as oligarquias sulinas aliam-se aos militares e adotam sugestões de outros movimentos vindos de fora do Estado como forma de fortalecer a causa local.
A este fator é somada a regularização das viagens ferroviárias que propiciaram a chegada de novos migrantes, a vinculação do sul de Mato Grosso com a economia paulista, o consequente desenvolvimento das cidades exportadoras de gado e a transferência do eixo econômico. Esse quadro, de novos fatores de ordem sócio-econômica e política, traz significativas mudanças no movimento divisionista, o qual extrapola ervais e atingem as cidades exportadoras de gado. É o início da urbanização do movimento.

Sede da matte laranjeira - historia de mato grosso do sul. foto: Prof. Gilberto Cantu





terça-feira, 11 de junho de 2019

Porto Murtinho - Maior Polo de Exportação de Mato Grosso do Sul (MS)

Porto Murtinho, a 431km da capital, está localizado na fronteira com o Paraguai e banhado pelo rio de mesmo nome. O município foi palco de diversos eventos da história de Mato Grosso do Sul e do país, como a guerra do Paraguai e ciclos econômicos da erva mate e do charque, através do porto da cidade.


Porto Murtinho tem muito o que comemorar com esses 107 anos, se tornará o maior polo de exportação de Mato Grosso do Sul (MS).

Foto Reprodução/internet


O prefeito da cidade, Derley Delevatti (PSDB), acredita em uma transformação sem precedentes em sua região a médio prazo, beneficiando principalmente a população com a geração de empregos. “O complexo portuário será a nossa redenção”, diz. Delevatti pretende reduzir o ISS (Imposto Sobre Serviços) de 5% para 2% para atrair novos investidores.

Murtinho é o caminho

“Isso demonstra que a estratégia deu certo e nossos produtos hoje são competitivos lá fora”, afirmou Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar. “O Governo do Estado apostou em uma política de transporte que mudou a realidade da região. Porto Murtinho hoje atrai novos investimentos em portos e se prepara para se transformar em um grande polo exportador”, acrescentou.

O impulso econômico ao município e o cenário favorável ao agronegócio confirmaram uma tendência mundial: a hidrovia barateia o custo Brasil. A atratividade do Rio Paraguai para os grãos gerou um ganho aos produtores rural. “A saída via Porto Murtinho permite que as empresas de trade paguem hoje até R$ 2,00 a mais por saca em função da redução desse custo logístico. A ideia sempre foi essa e Porto Murtinho nos mostrou isso”, avaliou Verruck.

Aumento das exportações

Em 2018, a hidrovia escoou 10% (600 mil toneladas) da safra de soja do Estado. O operador do terminal de Porto Murtinho, o grupo argentino Vicentin, parceiro da Glencore no Paraguai e na Argentina, exportou 460 mil toneladas até o porto de Rosário (Argentina), onde tem uma fábrica de esmagamento de soja. Outras 150 mil toneladas foram escoadas pelo porto da Granel Química, em Ladário. Para 2019, estão contratados mais de 1 milhão de toneladas.

As exportações de commodities pelo rio para o próximo ano terão um incremento expressivo com a entrada em operação, em fevereiro, do porto graneleiro do grupo FV Cereais, com sede em Dourados. O grupo adquiriu uma área fora dos limites do dique de proteção contra enchentes, que circunda Murtinho, e já prepara o terreno para sua construção, com investimento inicial de R$ 50 milhões. O porto terá capacidade de estocagem de 30 mil toneladas.

Mercado atrai investidores

“O porto de Murtinho é totalmente viável, abriu uma nova oportunidade de negócios”, afirmou Rúbia Cynara Kuhn, diretora da FV Cereais. “Com o novo porto, temos a perspectiva também de importar fertilizantes da Argentina”, explicou. Segundo ela, o uso da hidrovia elevou o custo-benefício em até R$ 3,50 por saca. “Deixando a soja na indústria ou em Paranaguá (Rio Paraná), o produtor tinha um decréscimo de R$ 1,50 por saca”, finalizou.

Foto Reproduçã/internet


A atratividade da hidrovia despertou interesse de outros operadores. A Vicentin projeta ampliar o terminal local, que atingiu sua capacidade máxima, e já trabalha uma projeção de exportar 600 mil toneladas de grãos em 2019. Os grupos argentinos AGD e PTP Group adquiriram áreas próximas ao terminal e um terceiro formalizou interesse em se instalar, com foco na importação de fertilizantes. Somente o PTP Group investirá US$ 76 milhões.

A integração econômica de Mato Grosso do Sul com o mercado latino pelo modal de transporte passa a ser viável também por outro prisma: a Argentina desponta como o maior parceiro comercial do Brasil, depois da China. Somente a FV Cereais, que opera com sete armazéns no Estado, exportou 125 mil toneladas de grãos em 2018 para o país. Tem contratos de 180 mil toneladas até maio, com estimativa de chegar a 250 mil toneladas esse ano.

FONTE: A CRÍTICA

Quem quiser saber a história sobre Porto Murtinho é só clicar no nome da cidade.