segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Movimento divisionista Sul-Mato-Grossense dividido em 04 fases

                                     


Nessa matéria queremos deixar claro o porquê da nossa insistência de sermos reconhecidos como Sul-Mato-Grossenses do estado de Mato Grosso do Sul e o motivo que nos leva a lutar pelo nome desse estado que foi conquistado com muita luta e que não iniciou em 11 de outubro de 1977. Isso veio perseguido por nossos conterrâneos desde o final do século XIX.

Orgulho de ser Sul-Mato-Grossense
Orgulho de ser Sul-Mato-Grossense

Não é apenas uma questão geográfica, também uma questão história e que deve ser conhecida e respeitada por todos.

Principalmente por aqueles que tem o dever de informar, de levar a informação corretamente a toda população brasileira – jornais impressos, televisivos, online e todo tipo de comunicação que exista.

Por isso pedimos, dignamente, Mato Grosso do Sul , Por favor!

Texto retirado do Blog da Eucenir, moradora de Rochedo - MS, ela conta desde o início, dividindo em 4 fases até a conquista da tão sonhada independência do estado vizinho – Mato Grosso.

A resistência sul-mato-grossense é uma das peculiaridades que entremeiam a história de Mato Grosso do Sul. O movimento divisionista tem sua origem nos fins do século XIX, 1889, quando alguns políticos corumbaenses divulgam um manifesto. A sistematização da pecuária, o desenvolvimento sócio-econômico das vilas e cidades, a exploração da erva-mate pela Companhia Matte Laranjeira e a ligação entro o Sul de Mato Grosso e São Paulo, marcaram a origem do movimento divisionista que foi dividido em quatro grandes fases:

Primeira fase (1889-1930) - há formação das oligarquias sul-mato-grossense que lutam pelo reconhecimento da posse da terra. É nessas lutas, que se manifesta à ideia divisionista. As oligarquias sulinas, nas lutas políticas, uniram-se às oligarquias de Cuiabá e através dessa aliança fizeram oposição armada ao governo estadual e a Matte Laranjeira. Percebe-se, neste período, que era a elite, formada pelos fazendeiros que defendiam a ideia divisionista. A partir de 1920, as oligarquias sulinas aliam-se aos militares e adotam sugestões de outros movimentos vindos de fora do Estado como forma de fortalecer a causa local.
A este fator é somada a regularização das viagens ferroviárias que propiciaram a chegada de novos migrantes, a vinculação do sul de Mato Grosso com a economia paulista, o consequente desenvolvimento das cidades exportadoras de gado e a transferência do eixo econômico. Esse quadro, de novos fatores de ordem sócio-econômica e política, traz significativas mudanças no movimento divisionista, o qual extrapola ervais e atingem as cidades exportadoras de gado. É o início da urbanização do movimento.

Sede da matte laranjeira - historia de mato grosso do sul
Sede da matte laranjeira - historia de mato grosso do sul. foto: Prof. Gilberto Cantu



Segunda fase (1930-1945) - o movimento começa a organizar-se; as lutas armadas são substituída por pressões políticas junto ao Governo Federal. Em 1932, os sul-mato-grossense aliam-se aos paulistas e lutam na Revolução Constitucionalista. Neste confronto armado os divisionistas e constitucionalistas são derrotados, e o novo Estado desaparece. Essa resolução serviu para divulgar a ideia divisionista e Campo Grande torna-se o centro político de difusão do movimento. Em 1934, o Congresso Nacional elabora uma nova Constituição. Jovens estudantes fundam a Liga Sul-Mato-Grossense que desencadeia a campanha divisionista no sul de Mato Grosso, coletando Treze Mil assinaturas, com as quais visava sensibilizar os Constituintes para que eles aprovassem a divisão do Estado de Mato Grosso. Os divisionistas são derrotados, e Getúlio Vargas adota a política nacionalista "Marcha para o Oeste", a qual visava a segurança das fronteiras. Para isso mandou instalar novas unidades militares no Sul de Mato Grosso.
Em 1943, Getúlio Vargas cria o Território de Ponta Porã que não atendeu aos interesses divisionistas, não satisfez a política da Companhia Matte Laranjeira e não agradou ao governo estadual. A política de Getúlio Vargas foi um dos grandes obstáculos aos objetivos divisionistas.

Estado de Maracajú - sede do Governo em Campo Grande
Estado de Maracajú - sede do Governo em Campo Grande


Território de Ponta Porã
Território de Ponta Porã


Terceira Fase (1945-1964) - O novo Presidente da República é o General Eurico Gaspar Dutra, mato-grossense de Cuiabá, adotou uma política de redemocratização. Em 1946 o governo federal extingue o Território de Ponta Porã reintegrando a região ao Estado de Mato Grosso.Nesse período as iniciativas divisionistas são frustradas e a Companhia Matte Laranjeira mostra desinteresse em reflorestas os ervais.

Quarta Fase (1964-1977) - O golpe de 31 de março de 1964 põe fim a um período de democracia e inicia um regime militar autoritário. Os militares adotam a política do desenvolvimento com segurança.
Nesse período, os políticos divisionistas aproximam-se dos militares e estudam (secretamente) as potencialidades políticas que impediam a divisão de Mato Grosso. Após vários estudos, o Presidente Ernesto Geisel assina em 11 de outubro de 1977 a Lei Complementar de nº 31 que cria o Estado de Mato Grosso do Sul.

Divisão MT e MS
Divisão MT e MS



Blog da professora Eucenir: http://coordenadasugestao.blogspot.com.br/2012/09/historia-movimento-divisionista.html

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