sábado, 17 de agosto de 2013

Devoto conta sua historia da sua Primeira participação na Festa de Nossa Senhora dos Navegantes




A devoção por Nossa Senhora dos Navegantes tem movido fiéis de Presidente Epitácio e Bataguassu (MS) por terra e por água há 65 anos. Uma tradição que se perpetua pela fé e por pessoas como o contador Wilson Cruz, de 80 anos, que participou de todas as edições.

“Em 1948, quando aconteceu a primeira edição, eu estava para completar 15 anos. Apesar de ser um rapazote, como sou de família de pessoas da navegação, já estava envolvido com a festa”, conta Cruz, que também é comissário de bordo de navegação.

Uma de suas preocupações é fazer o registro do evento com fotos e filmagens. Mas, para quem está envolvido desde o começo, foi preciso consultar apenas a memória para relatar algumas curiosidades.

“Oficialmente a festa começou em 2 de fevereiro e, em 1951, passou para 15 de agosto porque o rio enchia muito. Foi a primeira grande transformação. Teve também umas três vezes em que a procissão atravessou apenas pela rodovia, porque o lago foi inundado e não era possível atravessar de barco”, relembra.


Wilson Cruz participa há 65 anos da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes. Foto foi tirada em 1996 (Foto: Arquivo pessoal)
Wilson Cruz participa há 65 anos da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes. Foto foi tirada em 1996 (Foto: Arquivo pessoal)


O contador relata também que, além dele, há outras pessoas que participam todos os anos. “Minha esposa Maria Celeste está desde a primeira edição, minhas duas cunhadas, Maria Augusta e Maria do Carmo, também”, fala.

Segundo Cruz, a festa começa às 8h do horário paulista com procissão que sai de Nova Porto XV, em Bataguassu, passa por dois quilômetros via terrestre e depois embarca em um navio até Porto Tibiriçá, em Epitácio.

Novamente em terra, o andor de Nossa Senhora dos Navegantes é entregue aos dois prefeitos. “É um momento de selar a amizade entre os Estados e os municípios”, diz Cruz. Após isso, há uma missa campal e a procissão terrestre e fluvial retornar ao MS.

“Creio que essa seja uma das poucas festas interestaduais deste porte. É uma grande tradição. Tenho muita saúde e se Deus quiser e Nossa Senhora dos Navegantes me proteger, ano que vem estarei aqui”, fala.


 
Wilson Cruz em 1953 com o andor de Nossa Senhora dos Navegantes (Foto: Cedida)
Wilson Cruz em 1953 com o andor de Nossa Senhora dos Navegantes (Foto: Cedida)

65ª edição

Nesta quinta-feira (15), os devotos dos dois Estados participaram mais uma vez das homenagens à santa protetora dos navegantes.

“Mais ou menos 1.500 pessoas estiveram presentes, o frio atrapalhou, principalmente durante a travessia, e por conta do vento forte deu uma atrasada e terminou 15h30 e não às 14h, como normalmente”, destaca o contador.

Conforme ele, a parte religiosa acabou com o retorno da procissão a Nova Porto XV e agora o evento segue até sábado (17) com shows, bailes e barracas. “É um turismo religioso e é maravilhoso”, finaliza Cruz.


Prefeitos de Presidente Epitácio e Bataguassu carregam o andor de Nossa Senhora dos Navegantes para celebrar a amizade entre os Estados e municípios (Foto: Cedida/AI)
Prefeitos de Presidente Epitácio e Bataguassu carregam o andor de Nossa Senhora dos Navegantes para celebrar a amizade entre os Estados e municípios (Foto: Cedida/AI)

Matéria do oestesom.com.br
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