quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Crônica sobre Água Clara - Mato Grosso do Sul

Seria um coração de mãe em tempos modernos. Ela não precisa dizer o quanto cresceu, basta você acreditar no poder de crescimento de uma cidade com alma.






Entre Campo Grande e Três Lagoas, há vidas pulsando ao som de trabalho! Até parece que a cidade nunca sofreu com Gestões Políticas. Revoltas que todas as cidades levam na memória. Revolta ímpar quando o assunto é empregos em todas as áreas, até mesmo na escrita – como as minhas que se mudou para todo Mato Grosso do Sul, mas não encontra espaço na própria cidade.

Há quem diga que morar em Água Clara é sentir amor pela terra e desgosto pelo o que deveria ser feito por ela. Mas não sou eu o dono da razão. Sou o dono da oportunidade de morar nessa cidade. E isso basta!

Histórias criadas numa linha de trem, trazendo lágrimas aos que ali moravam... Quem sonhava? Até hoje as almas dessas pessoas andam conversando sobre tudo, escoradas naqueles vagões, observando o tanto que Água Clara cresceu, e mesmo assim é desvalorizada.

Fachada da Estação de Água Clara em 2001.
Fachada da Estação de Água Clara em 2001.


Cidade imprevisível, Água Clara se resume a incerteza. 

Revolta e lágrimas, como em todas as cidades do Brasil. Porém, Água Clara não pede pra ser bonita, tem lá seu espaço. Consome quem vem, e deixa marcas em quem vai.


Estação de Água Clara em 1979.
Estação de Água Clara em 1979.



Palavras escorrem pelas paredes do social, pintando suas terras, colorindo um povo que apesar de tudo, ainda acredita no melhor – e vai, sabendo que se a cidade é pequena, mas os sonhos, esses sim são gigantes! 

Escrita por Petherson Cardoso
Escritor na www.facebook.com/1mesa1bar e colaborador Sul-Mato-Grossense neste Blog.
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