terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Banda Naip concede entrevista para I Love MS

Quem não recorda da banda Naip no final dos anos 90 tocando na Nix e outras boates da época? 
Uma das melhores representantes do rock’n’roll Sul-Mato-Grossense retornou aos palcos ano passado e em 2012 mostrou o motivo de ter voltado. 
Representantes de uma época de ouro do gênero no Estado, a banda foi criada em 1999 e seguiu ativa até 2002.
A banda Naip formada por Guga Borba (voz, violão e guitarra), André Coelho (teclado), Alexandre Lacôrte, mais conhecido como Deco (bateria), Rafael Coelho (baixo), Hudson Bonfim (guitarra) e Rodrigo Faleiros (Loops e programações) concedeu a nós do blog I Love MS uma super entrevista, além de vestiram a Camiseta que divulga paixão por MS.
Confira a entrevista com a banda e o Vídeo Clipe lançado em dezembro de 2012! 
Enjoy it! 



Banda Naip vestindo I Love MS



Qual foi a importância e relação entre o Facebook e o retorno da banda?
 
André Coelho: Foi muito importante. Os comentários e a repercussão das publicações dos amigos e fans da banda sobre nosso retorno, e hoje em dia também, foi muito legal e nos incentiva e servem como inspiração para tocar ainda mais. Quando publicamos algo no Facebook, temos um retorno quase que instantâneo e sincero de nosso trabalho. Desta forma, podemos saber se estamos no caminho certo, se as pessoas estão gostando, compartilhando... É muito legal! As mídias sociais são uma importante ferramenta de divulgação de nosso trabalho, através delas muitas pessoas tomam conhecimento onde vamos tocar, conhecem nossas músicas, assistem vídeos da banda enfim, ficam sabendo o que está acontecendo com a gente. Antigamente era necessário um esforço maior para divulgar a banda, e também um investimento em dinheiro e tempo. Hoje em dia podemos fazer até um show ao vivo e ser transmitido pela internet, sem custo nenhum. Antes dependíamos do espaço nas TVs e meios de comunicação. As mídias sociais ampliam o chamado "boca-a-boca" e melhor ainda, amplifica o conhecimento do trabalho da banda e mostra, com os comentários publicados pelos fans e amigos, o que eles estão achando de nosso trabalho.

Que mudanças ocorreram e devem acontecer na banda com este retorno?
André Coelho: A banda hoje é formada por Guga Borba - voz, André Coelho (teclados), Rafael Coelho (baixo), Hudson Bonfim (guitarra), Deco Lacorte (bateria) e Rodrigo Faleiros (loops e programações). O Hudson, guitarrista, entrou no lugar do Guilherme Cruz, que hoje toca com o Almir Sater e o Rodrigo Faleiros, responsável pelas programações e partes eletrônicas deu uma nova cara pra banda, mais moderna e atual. Outra mudança importante é que antes a banda não tinha equipe, nos tocávamos e cuidávamos das outras coisas também, hoje temos nossa equipe que é parceira e competente, vamos procurar cada vez mais investir e apostar nesta parceria, que faz a diferença.
Hudson Bonfim: Não tive o privilégio de acompanhar como era antes, em 2001 quando a Naip já decolava alto eu ainda estava jogando futebol na rua... (rsrs...) Mas a partir do que já conversamos acredito que o grande diferencial é a proposta e a seriedade que a banda tem hoje. Não queremos simplesmente tocar onde abrirem as portas e fazer um show descompromissado. Hoje nos acompanha uma equipe completa de produção, nos preocupamos muito com o que vamos apresentar e como apresentar pro público. Sem contar a sonoridade que os membros novos trouxeram pra banda, principalmente a linguagem eletrônica que o Rodrigo trouxe, que consegue transformar uma banda de rock em um som muito moderno e atual. Acredito que um fôlego novo!
Rodrigo Faleiros: Quando me convidaram para fazer parte da Naip, a ideia era justamente para trazer elementos eletrônicos, loops e samplers, para integrar a "cara" da banda. Desde então, grande parte das músicas - composições ou covers - contam com essa característica. Isso também possibilitou que o Guga ficasse mais livre para interagir com o público, não tendo a responsabilidade de ser sempre um instrumentista na banda, podendo assumir com mais naturalidade sua postura de "frontman".

Como foi se apresentar no Wakeboard Sunset Party - Nasa Park?
Guga Borba: Nós dedicamos muito para sempre fazermos grandes apresentações, desde a escolha do repertório aos ensaios e é muito gratificante receber o respeito do público, de nossos amigos e fãs, tocar no Wakeboard Sunset foi uma nova experiência, um show divertido e visceral.

Como foi se firmar como banda de rock em uma cidade onde o sertanejo é o gênero mais popular?
André Coelho: É muito bom! Apesar de o sertanejo ser sim o gênero mais popular hoje em dia, podemos ver que Campo Grande tem público para diversos gêneros. Temos casas e bares em nossa cidade que tocam o sertanejo, pagode, eletrônico, e também o rock. Tem espaço e gosto pra todo mundo! Sentimos que grande parte das pessoas não se preocupam com rótulos, querem mesmo se divertir! Claro que hoje em dia, o sertanejo é bem forte não só em Campo Grande, mas em todo o Brasil. Mas temos também investimento em rock e outros estilos. Podemos ver os grandes festivais que acontecem no Brasil, Rock in Rio, Loolapalooza e SWU.
Hudson Bonfim: É uma conquista de todos que sempre carregaram essa bandeira... a uns anos atrás as pessoas viam o rock como sendo meio marginalizado, caras tatuados e cabeludos que fazem um som pesado pra um público especifico. Não existiam tantas opções de casas de rock na cidade, e isso esta mudando, não por nossa causa... mas é uma tendência mundial. O rock ta de volta... hoje já temos grandes festivais de rock no Brasil, fora isso muitas outras grandes bandas estão vindo pra cá! E isso despertou a galera! Hoje vivemos uma realidade diferente do que vivíamos... Temos ótimas casas de rock, temos feito algumas festas também com ótimo retorno da galera... Assim como outras grandes bandas de rock que temos aqui no estado! E fazer parte disso é muito gratificante! Sempre acreditei que a música que um país ouve é o reflexo do que o país é culturalmente... Porque a música e as outras artes transformam sim as pessoas! Independente do estilo musical a música tem um valor muito importante na sociedade, tanto que ela está presente em quase tudo... Ouvimos músicas nas rádios, carros de propagandas, na televisão, toque de celular, jingles... Até em campanha eleitoral! E elas podem transformar de inúmeras maneiras... Uma prova disso são as musicas que temos pra cada situação, tem musica pra dançar, musica pra simplesmente ficar escutando, pra relaxar... pra tudo! rsrs... Mesmo isso sendo individual, o poder da música e da cultural é inegável!

De onde surge inspiração para compor as músicas?
Guga Borba: Costumamos a observar o mundo a nossa volta, e procuramos trazer os sentimentos e pensamentos de nossa geração, pesquisamos temas e assuntos da atualidade, usando sempre nossas influencias musicais na busca da criação de um conceito sonoro, que tenha a cara da nossa banda, que atravessa o rock, o indie-rock e o grunge.
Hudson Bonfim: Acredito que nossas inspirações são frutos das nossas influências musicais e do conceito que temos pra banda. As inspirações são diversas, mas sempre voltadas pro nosso cotidiano... Sentimentos pessoais, experiências de nossas vidas, as vezes temas que gostaríamos de falar... Não tem uma fórmula. Apenas vamos seguindo a ideia inicial. Ás vezes um riff de guitarra ou uma melodia, e deixamos ela ir tomando forma! Já saiu muita coisa legal, mas vamos "peneirando" de acordo com o conceito que temos de sonoridade!

Qual é a importância de levar o nome do Estado para outras regiões através da música?

André Coelho: Já tocamos em São Paulo, no Mato Grosso e as experiências de tocar fora do Estado foram demais! Muitas pessoas de fora que passam por nossa cidade, também tem acesso ao nosso trabalho através da internet e quando visitam nossa cidade. Nossa música não fala do Pantanal, nem da natureza, do rio Paraguai, fala do nosso dia a dia, dos amores correspondidos e não correspondidos, das alegrias, tristezas. Falamos em nossas músicas o que vivemos em nossa cidade, com as influencias que recebemos, mas que são comuns as pessoas que moram em qualquer lugar do Brasil. Falamos e temos bastante orgulho em ser de Mato Grosso DO SUL. Devido a força nacional do sertanejo, muitas pessoas ficam impressionadas quando sabem que somos de MS. É muito legal de ver a reação positiva de elas saberem que em terra de sertanejo, também tem rock!

Qual é a importância do investimento em cultura?
Hudson Bonfim: É fundamental!!! Hoje mesmo com muitas oportunidades, ainda é muito difícil conseguir um certo apoio da iniciativa privada ou independente. Produzir e gravar um CD ou DVD independente é uma missão difícil. E os incentivos vieram justamente pra isso! Tem muita galera boa ralando e buscando um lugar ao sol. E com certeza inúmeras bandas que tiveram incentivo dos governos e outros fundos de incentivo, tiveram um gás a mais pra continuar na luta!

Vocês são à favor ou contra a disponibilização de download das músicas? Por que?

Hudson Bonfim: Eu sou totalmente a favor... é um mecanismo de divulgação fantástico e sem custo. Quem na verdade “perde” com isso são as gravadoras... Mas para o artista mesmo não faz muita diferença! Lógico que estamos falando de conteúdo original e não pirateado
André Coelho: Também sou a favor. A possibilidade de baixar as músicas pela internet ampliou a quantidade de novas bandas, estilos, artistas. Isso contribuiu para um crescimento enorme de novas oportunidades e tornou a musica e a arte mais democrática e acessível, antes era bem mais difícil ter outras opções fora as divulgadas pelas gravadoras. Por outro, sou a favor de que o artista receba os direitos. Quando eu gosto de uma musica, de uma nova banda, faço questão de comprar o DVD ou CD, ser a favor do download não pode ultrapassar os limites dos direitos do artista.

Qual é a sensação de dividir o palco com diferentes artistas e bandas de renome nacional?

Hudson Bonfim: Tive a oportunidade de dividir o palco com Nando Reis em Bonito no Festival de Inverno e com o Jota Quest no MS Canta Brasil... É fantástico, por que mesmo não sendo meus ídolos você vê que da certo e tem pessoas que chegaram lá! Pra mim é um incentivo a mais!
André Coelho: É bem legal! Além do Jota Quest e Nando Reis, também já tocamos com o Ira, Capital Inicial, Raimundos, Almir Sater, Barão Vermelho e outros. Foram experiências super gratificantes. Tivemos experiências inesquecíveis, quando o Nando Reis chamou o Deco para tocar bateria no show dele e também quando o Guga cantou uma musica do Alice in Chains com Os Raimundos.

Que novidades pode-se esperar este ano da Banda Naip?
André Coelho: 2012 foi um ano bem legal! Tocamos em eventos super bacanas, entre eles no Festival de Inverno de Bonito com o Nando Reis. Investimos em novos equipamentos, montamos uma equipe que é composta, além dos integrantes da banda, de empresário, produtor, roadie, técnico de luz, de som. Isso foi muito importante para melhorar a qualidade de nossos shows e oferecer um show cada vez melhor. Além disso, trabalhamos bastante compondo novas musicas, gravamos duas delas que já estão tocando nas rádios locais. Em 2013, nosso foco vai ser melhorar a cada dia, com nossa equipe afinada e a banda mais entrosada, vamos buscar oferecer cada dia mais um show melhor. Mas nosso principal objetivo é continuar compondo mais musicas, e batalhar para gravar nosso CD.
Hudson Bonfim: Este ano foi muito bom pra nós! Conseguimos fortalecer nosso som na cidade e em algumas cidades do nosso Estado. Montamos nossa identidade e mostramos que não estamos pra brincadeira! Nesse ano ainda podem esperar shows com algumas novidades.
Rodrigo Faleiros: Na verdade, além das duas músicas já lançadas, o Naip continua compondo e criando outras. Além dos shows, estamos sempre correndo atrás de novas parcerias e projetos. Assim, quem sabe, num futuro próximo teremos um álbum e um DVD da banda.

Agora curtam o super Video da Banda!!
Banda Naip - Aliança 




Contato da Banda:

Bandanaip@gmail.com

 Mariana de Barros e Ben Oliveira

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