segunda-feira, 30 de maio de 2016

Cavalo Pantaneiro - Raça se adaptou ao Pantanal





Você sabe o que é o Cavalo Pantaneiro? Segundo a Embrapa, a raça de animal é a que mais se adaptou ao ambiente quente e úmido e às longas distâncias da planície pantaneira. Por conta dessas características, os cavalos pantaneiros são bastante procurados e valorizados na região do Pantanal, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Cavalo Pantaneiro é utilizado no manejo de gado. Foto: Divulgação / ABCCP.

A origem dos animais se deu devido aos cavalos Ibéricos trazidos ao Brasil na época da colonização e após se adaptarem às condições do Pantanal e passaram por um processo de seleção natural, os animais se multiplicaram.

Entre os motivos pelos quais os cavalos pantaneiros são tão importantes para o homem no Pantanal estão: lida do gado (principal atividade econômica da região), meio de locomoção para os habitantes da região, seu valor genético, além dos mesmos estarem sendo utilizados para cavalgadas de visitantes e turismo rural, no qual os turistas vivenciam um pouco da rotina do homem pantaneiro.

Algumas das características gerais do cavalo pantaneiro:

Pelagem – Qualquer uma, exceto a albina;

Altura – Mínima de 1,40m para machos, e mínimo de 1,35m para fêmea;

Forma – Porte médio, com linhas harmoniosas, leves em suas aparências gerais e com musculatura bem definida;

Constituição – Robusta e sadia, ossos resistentes, articulações e tendões bem definidos, sem taras;

Temperamento – Vivo, altivo e dócil.

Cavalos pantaneiros são dóceis e resistentes. Foto: Divulgação / ABCCP.

Além beleza para exposições, segundo a pesquisadora da Embrapa Pantanal, Sandra Santos, o homem pantaneiro faz questão de preservar as características do cavalo pantaneiro, como força e agilidade para o trabalho de campo, além de agilidade para provas equestres, como enduro e rédeas.

Se não fosse pela criação e trabalho realizado por instituições como a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Pantaneiros, conhecida pela sigla ABCCP, a raça Cavalo Pantaneiro poderia ter sido extinta devido a doenças e cruzamentos indiscriminados com outras raças.


Cavalos Pantaneiros. Foto: Divulgação / ABCCP.

De acordo com informações da Embrapa Pantanal publicadas em agosto de 2009, existem mais de cinco mil cavalos pantaneiros puros registrados na ABCCP, com mais de 130 criadores localizados em 21 regiões.

ABCCP
Cavalo Pantaneiro. Foto: Divulgação / ABCCP.

Os primeiros estudos sobre a raça pantaneira foram feitos em abril de 1957 por Otávio Domingos com o trabalho “Contribuição ao estudo do Cavalo Pantaneiro” e em setembro de 1969 pelos técnicos: Prof. Luiz Rodrigues Fontes, Dr. Pedro Gouveia, Dr. Renato Gouveia Leoni e Dr. Edson de Souza Baleiro, época em que a associação ainda não tinha sido criada.

A Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro foi criada no dia 29 de abril de 1972, na Sociedade Recreativa Poconeana da cidade de Poconé, no Mato Grosso.

Em julho de 1972, a cidade de Campo Grande (MS) sediou a VII Exposição Nacional de Equídeos e Concursos Diversos. Durante o evento foram registrados os primeiros animais da Raça Pantaneira, entre eles: “Rei do Paiol”, de propriedade do Sr. Joaquim da Cunha Fontes e “Pirilampo do São Rafael”, de propriedade do Sr. Luiz Carlos e Fernando C.R.A.

Com a criação da ABCCP, foi possível continuar os estudos sobre a raça de cavalos pantaneiros, representadas por animais fortes e de porte médico e inteligentes, e defender os animais de extrema importância para o Pantanal.

A associação define o cavalo pantaneiro como: “eqüino que não tem medo de sol causticante, do barro pegajoso, do coricho cheio d’água, para levar em seu dorso um peão valente tanto quanto ele, e que dele depende para trabalhar seu gado”.
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