terça-feira, 30 de outubro de 2012

Avenida Afonso Pena faz parte da história de Campo Grande


Localização de pontos comerciais e edifícios da cidade, a principal Avenida de Campo Grande, Avenida Afonso Pena encanta os moradores e visitantes com suas árvores centenárias e circulação de pessoas e automóveis, seja dia ou noite. Ao amanhecer, as sombras e flores das árvores deixam a cidade bela e amenizam o calor, enquanto ao anoitecer as luzes dão um tom mágico e reconfortante.

Principal Avenida de Campo Grande, Avenida Afonso Pena.
Foto: Divulgação / Campo Grande Convention & Visitors Bureau

A Avenida Afonso Pena começa no centro, próxima à Avenida Duque de Caxias e acaba no bairro Chácara Cachoeira, região conhecida como Altos da Avenida Afonso Pena, próximo ao Parque dos Poderes. Na avenida estão localizados alguns dos principais pontos históricos e comerciais da cidade.

Originalmente denominada Santo Antônio de Campo Grande, o nome da cidade foi simplificado para Campo Grande. Entre os motivos citados em um documento histórico sobre a escolha do nome estavam um vastíssimo campo no sudoeste da cidade e a expressão utilizada pelo fundador da cidade, José Antônio Pereira, aos que chegavam na região: "O campo é grande".

De acordo com o Arquiteto e Urbanista, Ângelo Marcos Vieira de Arruda no artigo "Edifícios Escolares em Campo Grande no Século XX: Memórias da Educação", durante grande parte do século XX a atual capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande foi considerada uma das cidades mais importantes do interior do Mato Grosso, quando os dois estados eram um só.

Segundo um documento da biblioteca do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o histórico de Campo Grande (MS), a Lei Complementar nº 31, que criava o Estado do Mato Grosso do Sul e definia Campo Grande como sua capital, foi sancionada no dia 11 de outubro de 1977.

Após a criação do Estado e consolidação da capital, Campo Grande ganhou estímulos para expansão urbana, social, cultural e política e tornou-se centro de decisões político-administrativas. Entre os destaques está o Parque dos Poderes, no qual estão agregados os órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A Grande Avenida

No livro “A Grande Avenida”, o quinto e último volume integrante das publicações da coletânea “Pelas Ruas de Campo Grande”, escrito pelo campo-grandense Paulo Coelho Machado é abordada a história e informações sobre a Avenida Afonso Pena  Falecido no dia 26 de julho de 1999, o escritor, historiador, advogado e professor de Direito, Paulo Coelho Machado também foi membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e deixou um legado literário e histórico sobre a cidade com diversas obras sobre os marcos iniciais, fatos e curiosidades.

Milhares de moradores de Campo Grande (MS) passam pela avenida Afonso Pena diariamente.
Foto: Divulgação / Campo Grande Convention & Visitors Bureau

“Saber dos primeiros passos que a Avenida Afonso Pena, uma das principais artérias do trânsito e da vida de Campo Grande, deu rumo a sua atual pujança e beleza, é assistir a um filme de peculiar sensibilidade”, argumenta Américo Calheiros na apresentação do livro. Ao decorrer do livro, o leitor conhece personagens, atividades comerciais, traçado urbano inicial da avenida e sua evolução.

Apesar do progresso da cidade e da Avenida, um dos pontos que agradam os moradores e enfeitam a cidade são as árvores centenárias. Neste ano, Campo Grande completou 163 anos e mesmo com os avanços, como a criação de uma ciclovia na Avenida Afonso Pena, ainda é possível conferir a preocupação da prefeitura com as árvores, importantes identidades para a região.

Segundo informações do historiador Paulo Coelho Machado, inicialmente a avenida tinha o nome de Marechal Hermes, segundo planta da cidade de 1909 elaborada pelo engenheiro Nilo Javary Barém, e no dia 18 de janeiro de 1916 um projeto foi aprovado para que a avenida mudasse o nome para Afonso Pena, uma homenagem ao ex-Presidente do Brasil que aprovou o traçado da Noroeste do Brasil, beneficiando Campo Grande.

Entre os fatos curiosos apontados no livro sobre a Avenida Afonso Pena estavam as revoadas de andorinhas e uma praga de insetos que incomodavam os transeuntes por volta de 1960. Segundo o historiador, a avenida sempre foi palco dos desfiles militares e colégios, festejos da independência e aniversários da cidade.
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