sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Lídia Baís: Artista ícone de Mato Grosso do Sul



Texto: Ben Oliveira

Uma das pioneiras das artes plásticas na região de Mato Grosso do Sul, Lídia Baís ainda é um ícone com suas produções contemporâneas criadas entre as décadas de 1920 e 1940, época em que a artista estabeleceu relações com outros artistas, colegas e intelectuais modernistas.

Segundo informações do trabalho "Obra, memória e instituição: O papel de Lídia Baís na Arte Sul-Mato-Grossense", escrito pelo Doutor em História pela Universidade de Brasília, Emerson Dionisio Gomes de Oliveira, a artista nasceu em Campo Grande no dia 22 de abril de 1900, e após sua morte, ela foi eleita referência visual no Mato Grosso do Sul.

Segundo Emerson Oliveira, a artista se esforçou para preserver sua trajetória artística e tentou oficializar nos anos 50 e 60 o "Museu de Baís", uma forma de proteger sua memória, e o que havia de autêntico e original na sua produção artística.


Além das obras, a artista Lídia Baís escreveu um livro autobiográfico "História de T. Lídia Baís", sob o pseudônimo de Maria Tereza Trindade, no qual tentava conquistar adeptos para o museu e contou sua excepcionalidade ao lidar com dificuldades, como a falta de luz elétrica em Campo Grande, na época em que a cidade ainad fazia parte do Estado de Mato Grosso.

O projeto de museu de Lídia incluía mais de cem quadros da artista, piano, gravador, microfone, mobiliário e outras peças que para ela davam sentido de singularidade como criadora.

Apesar do museu não ter dado certo, segundo o pesquisador, todo o conteúdo deixado pela artista plástica contribuiu que estudiosos interessados na carreira dela realizassem  diferentes pesquisas sobre ela.

A educação da artista era típica das famílais abastadas da Velha República, tendo Lídia estudado em colégios internos na capital do país, em São Paulo, Rio Grande do Sul, Assunção (Paraguai), Berlim e Paris, sendo os dois últimos destinos locais onde ela fez seus contatos com outros artistas e no Rio de Janeiro, onde ela intensificou sua formação artística.

Lídia Baís se sentia incompreendida e mesmo quando voltou para Campo Grande, ela continuou se mantendo atualizado sobre os acontecimentos artísticos do Brasil e se relacionando com artistas significativos da modernidade no século XX.

Muitas das obras da artista foram restauradas, transformadas em temas de cartões postais e distribuídas para fundações de cultura, museus e bibliotecas, uma maneira de perpetuar a memória de Lídia Baís.

Para conhecer mais sobre a história e arte de Lídia Baís, leia o trabalho na íntegra: http://www.ufpel.edu.br/ich/memoriaemrede/beta-02-01/index.php/memoriaemrede/article/view/96/91.




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