quarta-feira, 27 de abril de 2016

Manoel de Barros - O Poeta Pantaneiro





Conheça a historia de Manoel de Barros - o Poeta Pantaneiro


Foto de Anderson Luís


Manoel de Barros, nascido em Cuiabá - MT em 1916 e que com um (01) ano de idade sua família se mudou para uma propriedade rural em Corumbá - MS, mudou ainda quando criança para Campo Grande - MS e, mais tarde, para o Rio de Janeiro, a fim de completar os estudos, onde formou-se bacharel em Direito em 1941.



Sobre ele, o escritor e irmão Abílio Leite de Barros escreveu:

“Creio que Manoel de Barros é o último poeta brasileiro em tempo integral. Se tivesse vivido no tempo do Romantismo teria morrido aos 21 anos, de tuberculose, como era moda. Mas ele se casou com dona Stela, mineira de boa cepa, da zona da mata, que nunca o deixaria morrer de tuberculose. Foi a companheira certa que sempre comungou com o poeta dos prazeres do espírito, da boa leitura, dos devaneios estéticos mas, com os pés no chão, sem arredar da realidade”.

Na década de 1960 voltou para Campo Grande, onde passou a viver como criador de gado, sem nunca deixar de trabalhar incansavelmente em seu ofício de poeta.

Apesar de ter escrito muitos livros durante toda a sua vida e de ter ganho vários prêmios literários desde 1960, durante muito tempo sua obra ficou desconhecida do grande público. Possivelmente porque o poeta não frequentava os meios literários e editoriais e, deduzindo-se das palavras do poeta (ele diz "por orgulho"), por não bajular ninguém.




Seu trabalho começou a ser valorizado nacionalmente a partir da descoberta deste por parte de Millôr Fernandes, já na década de 1980. Em 1998, levou o Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, pelo conjunto da obra. Ao  longo da carreira de sete décadas, ganhou o Prêmio Jabuti duas vezes, em 1990 e 2002, com as obras "O guardador de águas" (1989) e "O fazedor de amanhecer" (2001). Foi premiado pela Academia Brasileira de Letras, em 2000.

Em 2008, foi tema do documentário "Só dez por cento é mentira", de Pedro Cezar.

Enquanto ainda escrevia, Carlos Drummond de Andrade recusou o epíteto de maior poeta vivo do Brasil em favor de Manoel de Barros.





Até novembro de 2014 era considerado o maior ou um dos maiores poetas vivos do Brasil, sendo o mais aclamado atualmente nos círculos literários do seu país. Seu trabalho tem sido publicado em Portugal, onde é um dos poetas contemporâneos brasileiros mais conhecidos, na Espanha e na França.

“Quem anda no trilho é trem de ferro, sou água que corre entre pedras: liberdade caça jeito (Manoel de Barros).

No dia 13 de novembro de 2014, nosso Poeta Pantaneiro nos deixou e junto deixa uma imensa saudade e nós recordaremos dele com suas obras que ficarão para a eternidade. (Mariana de Barros)

Matéria feita no dia do seu falecimento - vale a leitura! clique AQUI !


                                                                           
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